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Enquadramento

A etiquetagem energética é um instrumento para promoção da eficiência energética de produtos, equipamentos e soluções que consomem ou que têm influência nos consumos energéticos.

São dois os objetivos fundamentais da etiquetagem energética:

1) proporcionar informação simples, credível e útil para apoio à escolha pelos consumidores, incentivando à procura de produtos energeticamente mais eficientes;

2) incentivar ao desenvolvimento tecnológico pelas empresas para que coloquem no mercado produtos, equipamentos e soluções cada vez mais eficientes.


Escolha de produtos eficientes

O consumidor tem o papel e o interesse principal na eficiência energética e o contínuo melhoramento dos produtos. É o consumidor que tem a decisão final sobre os produtos a adquirir, conforme for as suas necessidades, a sua capacidade financeira e o seu sentido de estética, podendo escolher um produto, equipamento ou solução mais ou menos eficiente.

A etiqueta energética torna-se a ferramenta que permite aos consumidores fazer as escolhas informadas dos produtos que compram, através da mostra de informações precisas, reconhecíveis e comparáveis no que respeita ao consumo de energia, ao desempenho e a outras características essenciais dos produtos.

Desta forma, o consumidor pode comparar de forma consciente as várias categorias de produtos e decidir-se entre que modelo na altura da compra. Pode o preço de um equipamento não ser tão importante como os consumos que realizará durante a sua vida útil, já que o baixo consumo pode compensar, em pouco tempo, o acréscimo de preço que normalmente está associado a equipamentos mais eficientes.


Desenvolvimentos tecnológicos de produtos

O outro objetivo da etiquetagem é a potenciação do desenvolvimento tecnológico dos produtos, procurando que sejam mais eficientes energeticamente. Também nesse aspeto, a etiqueta tem sido um grande fator de dinamização do progresso tecnológico aplicado aos produtos. De tal modo que os ganhos de eficiência já obtidos na conceção dos produtos obrigaram à atualização da etiqueta.

O sucesso do sistema de etiquetagem tem levado a União Europeia a introduzir novas classes nas etiquetas, atualmente a A +, A ++ e A +++, de forma a refletir a evolução tecnológica e para permitir maior diferenciação do produto em termos de eficiência energética. As novas classes, pretendiam dar a resposta para um mercado de procura cada vez mais orientada para produtos amigos do ambiente e ainda mais eficientes.

Com base em estudos efetuados junto dos consumidores, verificou-se que a introdução das classes A+ a A+++, não refletia junto do consumidor a evolução tecnológica e a eficiência energética dos produtos, pelo que o novo Regulamento introduziu o conceito de reescalonamento da etiqueta.

O reescalonamento pretende rever as condições em que são atribuidas as classes mais eficientes e o número de produtos que se encontra nessas classes mais eficientes. Serão redefinidos limites de classes mais eficientes e alteradas as etiquetas de forma mais clara permitir aos consumidores compreenderem quais os produtos mais eficientes e dar espaço aos fabricantes para evoluirem os seus produtos.


Etiquetagem europeia e etiquetagem voluntária CLASSE+

Em Portugal, existem atualmente dois sistemas de etiquetagem energética:

1) etiquetagem europeia, de natureza obrigatória e aplicável a produtos consumidiores de energia, regulados de forma uniforme a nível europeu;

2) etiquetagem energética CLASSE+, de natureza voluntária e nacional, aplicável a produtos não regulados a nível europeu e com influência no consumo energético nos edifícios.


Saiba mais sobre cada uma destes sistemas:


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